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Certeza Incerta

Inconsistência

Inconsistência

Inconsistência

Estou, ou não estou?

Está alguém? Ou estou só eu?

A verdade é tudo menos verdadeira mas ao menos é pura na sua forma

Forma essa que é deformada de uma forma única para cada ser humano que existe nesta terra

Calma? Que calma? Calma só terei quando morrer, diz a minha mãe…

Efervescente, incolor e sem odor é a minha alma que anseia por Sentido

O primeiro, segundo ou quinto sentido? Não interessa

Este Sentido só os anormais sentem, e por isso não são aceites

Marginalizados, pendurados e secos em lascas de cinza

E do nada… Do nada a Fé atormenta-me

Cheio de certeza incerta

Cheio de esperança de desespero

Cheio de Vazio preenchido de tudo e de nada

Porque afinal, quem raio sou eu?

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