← Essays

A Liberdade

Estou quase a ser livre.

Livre do medo do que me espera no futuro;
Livre do que os outros acham de mim;
Livre de ter medo que me julguem pelas minhas palavras e ações e que as classifiquem por mim.

Ou seja, livre do medo de ser exatamente quem sou.

Sempre que quebro mais um bocado desta barreira enorme acontecem tanto correntes de coincidências maravilhosas como aparecem coincidências que me mostram as partes mais obscuras da minha personalidade, do meu Ser.

E, portanto, eu luto.

Luto comigo mesmo e exponho esta luta aos outros, esta luta pela minha Liberdade interior que aos poucos faz-me lutar eficazmente pela liberdade dos outros.

Este processo já fez várias pessoas chorar. Umas de felicidade, outras de raiva, mas é esta mesma batalha, alimentada puramente por Esperança e Virtude, que vai fazer com que esta balança se inverta, com a ajuda de todos que me acompanham nesta aventura.

É ao puxar pela curiosidade e ao pôr questões sobre pequenas ações que cometo, e sentimentos que sinto, que me chegam respostas transformadoras à cabeça.

Estou quase a ser Eu.

1 Não acredito no conceito da coincidência pelo que é algo demasiado vago e inexplicável.

— Pedro Palhares

← Back to Essays